Camaradas,
Aqui e nesta data que agora celebramos começou a nossa aventura em terras de Angola.
Um forte abraço para todos e em especial para o "Aniceto du Pires" por me ter recordado esta data.
Um forte abraço para todos.
Garcia Ferreira
Com a saudade instalada nos nossos corações, partimos a 17Abr1971, Cais da Rocha, no N/T "Vera Cruz" com rumo a Luanda - Angola . Dois anos volvidos regressámos, enriquecidos pela vivência intensa, mais fortes e ao mesmo tempo mais frágeis. Hoje passados 35 anos desde o nosso regresso vamos cimentando as amizades que conquistámos nessas terras tão longíquas. Bem-Haja toda a familia do B.CAÇ. 3838.

Aniceto pires
Quicabo
Estávamos em Janeiro de 1973, foi um dia de Sábado, já a meio da tarde, após a chegada de mais uma escolta á coluna de reabastecimento, (M.V.L.) cuja missão era a Fazenda Maria Fernanda, onde estava destacada a Companhia Operacional 3342.
Saímos no dia anterior a meio da manhã, seguindo o trajecto - Caxito, Quicabo, Sete Curvas, Balacende, Palacaças, Ponte do Rio Lifune, Fazenda Margarido e Fazenda Maria Fernanda, onde chegámos a meio da tarde.
Era um trajecto, muito sinuoso, agressivo, zonas de vegetação muito densa, risco elevado, a atenção era permanente.
Na época das chuvas, o mesmo trajecto chegava a levar 3 ou 4 dias, os veículos enterravam-se na picada por se tornarem zonas pantanosas, tinha-mos de permanentemente encontrar soluções arriscadas para o desbloqueio das mesmas, era uma missão muito ingrata, tal como se observa nas imagens seguintes:


Andava eu entretido a petiscar aqui e ali, beberricando uns copitos para provar o bom vinho nas Tasquinhas de Santarém (Festival de Gastronomia de 2008), quando de repente deparei com um grande alarido de concertinas tocando as modas do Minho e qual não é o meu espanto quando no meio do povo deparo com o amigo Patusco batendo castanholas (quase parecia uma sevilhana), penso que naquela altura ele já tinha feito mais provas do que eu.
Depois dos abraços habituais e enquanto eu me preparava para me safar da confusão, o amigo Patusco por lá ficou com os companheiros da música, tocando e cantando em todos os pavilhões da dita exposição e o que não será dificil de adivinhar lá foi bebendo mais uns copitos para aquecer o regresso a Viana do Castelo.
Garcia Ferreira
